Funcionário bom se forma ou se compra pronto no mercado?

Essa é uma das perguntas mais repetidas entre empresários. De um lado, a crença de que é preciso contratar apenas profissionais “prontos”. Do outro, a visão de que pessoas se desenvolvem no caminho, com acompanhamento. Mas, por trás dessa dúvida, existe uma verdade incômoda: o desempenho de qualquer funcionário é reflexo direto da liderança que o conduz.

“Time é sempre reflexo da liderança. Não existe equipe forte com liderança fraca.”

O erro de terceirizar a responsabilidade

Muitos donos acreditam que o problema do seu negócio é a falta de gente boa. Correm atrás de talentos no mercado, oferecem altos salários e acreditam que, com a contratação certa, os resultados finalmente virão. Mas não demora muito para perceber que até os melhores profissionais podem se perder em uma empresa sem processos, sem clareza de papéis e sem cultura consistente.

Não é raro ver gestores reclamando que os funcionários não entregam, mas raramente se perguntando se já deram clareza suficiente, se já treinaram o óbvio, se já criaram um ambiente que permite às pessoas performar.

O poder de formar internamente

Um dos valores inegociáveis da liderança estratégica é compreender que pessoas não chegam prontas; elas se tornam prontas. Funcionários formados dentro de casa não apenas desenvolvem habilidades técnicas, mas absorvem a cultura e o propósito da empresa.

A médio e longo prazo, essa escolha gera um ativo poderoso: times leais, alinhados e preparados para sustentar resultados sem depender de supervisão constante. Esse é o verdadeiro significado de construir uma empresa de valor.

“Se o líder não forma, vive refém do mercado.”

Liderança situacional: ajustar sem perder essência

Formar pessoas não significa nivelar por baixo. Significa entender que cada profissional está em uma fase e que cabe ao líder adaptar sua forma de conduzir sem perder clareza de destino. É a chamada liderança situacional: não se trata de entrar na cultura do time, mas de ensinar o time a jogar o jogo certo.

Quando o líder enxerga que o óbvio precisa ser treinado — desde a comunicação até a execução de processos básicos — ele transforma a equipe. O que antes parecia “falta de talento” se revela como falta de método.

Estratégia, planejamento e pessoas

Na Isso é Valor trabalhamos com o tripé estratégia, planejamento e pessoas. Sem pessoas formadas, não há como executar um planejamento. Sem planejamento, a estratégia fica no papel. Por isso, investir em desenvolver pessoas é investir em fazer a roda girar.

“A procrastinação é o maior vilão dos resultados. E procrastinar a formação do time é atrasar o futuro da empresa.”

Onde a mentoria se conecta

Treinar pessoas exige clareza e método. É aqui que mentorias e treinamentos se tornam fundamentais. O líder, sozinho, tende a enxergar o problema como falha do funcionário. Com acompanhamento, percebe que muitas vezes a falha está na ausência de processos claros, de cultura fortalecida e de treinamentos contínuos.

Mentoria ajuda o líder a assumir responsabilidade e a transformar o time em reflexo da sua visão, em vez de esperar que talentos externos resolvam problemas estruturais.

Conclusão

Funcionário bom se forma ou se compra pronto no mercado? A resposta é: depende do líder. É ele quem cria o ambiente, o método e a cultura que permitem às pessoas florescerem ou definham sob pressão.

O líder que aposta apenas em “comprar” profissionais prontos acaba refém do mercado. O líder que aprende a formar pessoas constrói independência e cria times que sustentam resultados de forma consistente.

“Formar pessoas é formar o futuro da sua empresa. Se você não investe nisso, não tem negócio, tem apenas ocupação temporária.”

Compartilhe o Post:

Posts Relacionados